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Doenças mitocondriais podem ser evitadas através de reprodução assistida



Governo britânico debateu a legalização da transferência mitocondrial, procedimento que pode evitar doenças genéticas em bebês

As doenças mitocondriais são caracterizadas pela falha na produção de energia celular, afetando seriamente o funcionamento dos músculos e até mesmo dos neurônios. Além disso, são um pesadelo para mães que pretendem ter filhos, visto que são doenças hereditárias e, portanto, as crianças certamente terão tais doenças. No entanto, um novo procedimento científico pode reverter a situação e prevenir a passagem dos genes afetados para os fetos. Trata-se da transferência mitocondrial, também conhecida como técnica de substituição mitocondrial. Tal técnica foi bem sucedida em animais e consiste na inserção de genes mitocondriais obtidos de óvulos saudáveis de uma mulher doadora em embriões criados em fertilização in vitro. Por isso, o governo britânico debate hoje a legalização do procedimento, que pode salvar crianças das doenças mitocondriais.

Para conversar sobre o assunto, o programa Tema Livre, da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, convidou os especialistas em Reprodução Humana Assistida, Maria Cecília Cardoso e Paulo Gallo, e o professor de Direito Civil, Rafael Esteves. Apesar dos benefícios da transferência mitocondrial, há uma polêmica em torno do procedimento, pois a criança nasceria com material genético de três pessoas. Todavia, o médico Paulo Gallo garante que os genes doados por este indivíduo servem somente para o bom funcionamento das mitocôndrias do futuro bebê: “A criança que vai nascer desse processo vai ter a carga genética do seu pai e da sua mãe biológicos e apenas 0,2% do material genético é que não vai ser nem do pai e nem da mãe. Mas é um material genético que não interfere nas características da criança, apenas do funcionamento da mitocôndria”. Para ouvir o programa na íntegra, clique no player acima.

Confira o áudio do programa no site da Rádio Nacional do Rio de Janeiro

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