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Mulheres que bebem na gravidez podem prejudicar fertilidade dos filhos

Pesquisadores dinamarqueses recentemente concluíram que as mulheres que consomem bebidas alcoólicas durante a gravidez, frequentemente, dão à luz a crianças com problemas de fertilidade. As análises levaram em consideração homens com idades entre 18 e 21 anos, cujas mães também participaram de estudos quando estavam grávidas.

Segundo o estudo, os homens cujas mães consumiam mais bebidas durante a gestação possuíam concentração de esperma bem menor em comparação aos que não se enquadravam nessa categoria.

Os resultados podem ser conferidos abaixo ou no portal Estadão.com.br.

Mulheres que bebem na gravidez podem prejudicar fertilidade dos filhos

Em estudo, concentração de esperma foi 32% menor em grupo onde houve maior consumo de álcool

Mulheres que bebem durante a gravidez podem prejudicar a fertilidade futura de seus filhos, segundo afirmaram pesquisadores dinamarqueses em conferência da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia.

Em um estudo com quase 350 homens jovens, os níveis de espermatozoides eram um terço menor naqueles cujas mães tinham bebido mais do que quatro doses por semana durante a gestação, em comparação às abstêmias.

De acordo com os pesquisadores, esses homens podem ter mais dificuldade para ter um filho. Especialistas britânicos afirmam que o álcool pode não ser o problema, mas um conjunto de fatores.

O conselho atual é evitar o álcool durante a gravidez, mas aquelas que não o fazem são aconselhadas a não beber mais que uma ou duas doses de álcool, uma ou duas vezes por semana.

O estudo analisou homens, atualmente com idades entre 18 e 21 anos, cujas mães tinham participado de um grande estudo sobre estilo de vida quando estavam grávidas deles.

Os pesquisadores disseram durante a conferência que dividiram os homens em quatro grupos: aqueles cujas mães não beberam nada; os cujas mães bebiam de uma a uma dose e meia por semana; de duas a quatro doses por semana; e mais de quatro doses por semana.

Uma dose foi classificada como uma cerveja, um copo pequeno de vinho ou uma dose de destilado.

Quando os pesquisadores analisaram a quantidade de espermatozoides nas amostras de sêmen dos participantes, descobriram que aqueles com a maior exposição ao álcool no útero tinham concentrações médias de 25 milhões por mililitro em comparação a 40 milhões/ml naqueles cujas mães não beberam álcool.

Após verificarem fatores que poderiam influenciar o esperma, como fumo e histórico médico, eles calcularam que a concentração de esperma média foi 32% menor no grupo com maior consumo de álcool em relação ao grupo abstêmio.

Leia também na editoria de Saúde do portal Estadão.com.br.

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